—«Nada de lagrimas, que felizmente não lhe tiram o pão. Procuravamos um director para o asylo, têmo-lo felizmente agora, e o melhor que podiamos esperar.
—«Não é a falta de dinheiro que nos mortifica, Joãosinho, é a desconsideração...
—«E vêr aquelle marôto tomar o logar do nosso irmão, como se já estivesse morto!—soluçou a outra irmã.
—«Deixe, mana, que isso não me magôa. Bemventurados os que soffrem perseguição pela justiça. E vamos mas é tratar de sahir d’esta casa, que desde hoje deixa de pertencer-me.
—«Ora até que emfim!—disse João, sorrindo—É preciso trabalharmos todos para hoje mesmo irem para nossa casa e deixarem a residencia para o sr. cura...
—«Não, prefiro que me alugue a primeira casa que se acabou no nosso bairro. Pois não sou eu agora um operario, um trabalhador, como aquelles a quem as destinamos?!
—«Concedido e approvado, e será a melhor festa de inauguração que podiamos sonhar!
—«Chega a ser symbolico—concordou Isabella gravemente—e hade dar-nos ventura, porque prova a justiça da nossa causa.