—«Não hasde morrer, meu anjo! Deus terá piedade de nós!...
Hallucinada, reerguendo-se da cama, respondeu arquejante:
—«Não lh’o peças, ouviste? Podia attender-te, e eu não quero viver, não quero!...
Vendo a angustia da mãe cahiu em si, e rouquejou um soluço de perdão.
—«A Candida?—inquiriu n’um cicio, d’ahi a momentos.
—«Está lá dentro. Tráta-la tão mal, que a pobre menina não se cança de chorar.
—«É da doença,... Trato mal todos, a ti tambem.
—«Não digas isso.
—«Trato, bem sei... Mas tudo vae mudar em breve... Serei tão bôa... Vae chamá-la, que venha, que pode vir... Não lhe farei mal...—Tão amarga ironia resumbravam estas palavras que mais pareciam o riso funebre d’uma caveira.