--Engana-se, é boi, senhor Carneiro.

--Boi, boi! será... mas não lhe vejo as armas...

--Jesus! que bicho tão feio que eu ia pisando! Mate-me este bicho, sr. Carneiro... que nojo!

--Ah! ah! ah! Ora não ha uma tolinha assim! um caracol, pois mette-te medo um caracol?

--Olhe, só os paus que elle tem; t'arrenego! não se veem senão animaes bicorneos por estes sitios... eu que sempre embirrei com estes bichos!

--Não te zanques commigo, menina... isto é o animal mais innocente que eu conheço...

--Que quer? não está mais na minha mão; diga lá o que disser, n'este ponto não posso vencer a minha repugnancia...

(O marido toma o caracol entre dois dedos.)

--Olha vês, não faz mal. Caracol, caracol, põe os corninhos ao sol...

--Deite isso fóra... que me ataca os nervos...