Respirariam meus pulmões contentes
O ar de fogo do circo ensanguentado…
Ou cahira radioso, amortalhado
Na fulva luz dos gladios reluzentes!
Já não veria dissipar-se a aurora
De meus inuteis annos, sem uma hora
Viver mais que de sonhos e anciedade!
Já não veria em minhas mãos piedosas
Desfolhar-se, uma a uma, as tristes rosas
D'esta pallida e esteril mocidade!
DESPONDENCY
Deixal-a ir, a ave, a quem roubaram
Ninho e filhos e tudo, sem piedade…
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as azas partidas a levaram…
Deixal-a ir, a vela, que arrojaram
Os tufões pelo mar, na escuridade,
Quando a noite surgio da immensidade,
Quando os ventos do Sul levantaram…
Deixal-a ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
Á morte queda, á morte silenciosa…
Deixal-a ir, a nota desprendida
D'um canto extremo… e a ultima esperança…
E a vida… e o amor… deixal-a ir, a vida!
Das Unnennbare
Oh chimera, que passas embalada
Na onda de meus sonhos dolorosos,
E roças co'os vestidos vaporosos
A minha fronte pallida e cançada!