Fique em silencio eterno a minha lyra;
Vae, effluvio de Deus! Deus te bem fade:
N'esta alma, em teu logar fica _a saudade,
Se a essencia sobrevive á flôr que expira.
Dizer-te adeus! não pude; quando occorre
Tal voz ao labio, o labio empallidece,
Como a nota da lyra nos fallece
Ante a lua que cae, e o sol que morre:
Ante o sôpro que varre o cedro e o vime,
Ante o sublime aspecto do oceano,
Ante a esposa do martyr sobrehumano,
Ante tudo o que é grande e que é sublime.
Embora!… quando a lampada crepita
Já falta d'oleo, languida esvoaça;
A nuvem estala; ruge a onda e passa,
Guarda silencio a abobada infinita_.
João de Deus
XIII
PER AMICA SILENTIA LUNAE
PER AMICA SILENTIA LUNAE
Guardai in alto……………………. ………………………………….
Dante, Inf. C. 1.^o