Mas croe-me tua mão a fronte ingloria,
Cinge-me tu o louro soberano…
Verás, verás então se amo essa gloria!

III.

Ignoto Deo.

Meus dias vão correndo vagarosos
Sem prazer e sem dor, e mais parece
Que este fóco intrior antes fenece
Do que brilha com raios luminosos.

É bela a vida e os anos são formosos,
E nunca ao peito amante amor falece…
Mas, se a beleza aqui nos aparece,
Outra alembra de mais perfeitos gosos.

Minha alma, ó Deus! a outros céus aspira:
Prende-a um instante mundanal beleza,
Mas outra a patria é por que suspira.

Porem do pressentir dá-me a certeza,
Dá-ma! e contrito—embora a dor me fira—
Eu sempre bemdirei essa tristeza!

IV.

A M. E.

Terra do exilo! Aqui tambem as flores
Tem perfume e matiz; tambem vicejam
Rosas no prado e pelo prado adejam
Zéfiros brandos suspirando amores: