Tem na paixão seu brilho mais formoso
E das paixões, tambem, some-o o marulho…
Mas a gloria d'amor… essa vem d'alma!

VIII.

A M. C.

Poz-te Deus sobre a fronte a mão podrosa!
O que fada o poeta e o soldado
Pousou em ti o olhar d'amor veládo
E disse-te! «mulher, vai! sê formosa.»

E tú, descendo na onda armoniosa,
Pousaste n'este solo angustiado
—Estrela envolta n'um clarão sagrado,
Do teu olhar d'amor na luz radiosa—

Ah!… quem sou eu, para poder mercer-te?
Deu-te o Senhor, mulher! o que é vedado,
Anjo! deu-te o Senhor um mundo á parte.

E a mim, a quem deu olhos para ver-te,
Sem poder mais… ca mim o que me ha dado?
Voz pra cantar, uma alma para amar-te!

IX.

Ignoto Deo.

Um diluvio de luz cáe da montanha:
Eis o dia! eis o sol! o esposo amado!
Onde ha, por toda a terra, um só cuidado
Que não dissipe a luz que o mundo banha?