Se em silencio sofrer fôra vingança!…
Envolve-te em ti mesmo, ó alma triste,
Talvez que sem esprança haja ventura!…
XVI.
A Q. M. Q.
Fica-te em paz! não póde a mão do homem
Partir o seio á arveloa queixosa,
Quando o canto soltou, e a voz chorosa
Ergueu la contra as magoas que a consomem.
Respeito o teu sacrario: embora tomem
Por orgulho o respeito; eu colho a rosa
Mas não a flor modesta e melindrosa,
Que se oculta entre as mais… e que as mais somem.
Mais que amor tenho crença: essa existencia
Pede-me um culto por que dera a vida,
Por que dou esta dor, que aqui se encerra.
Mulher! mulher! de que valêra a essencia,
A essencia pura, a uma alma que é descrida?…
Fica-te em paz: fique eu com minha guerra!
XVII.
Ignoto Deo.
Corre aos braços da mãe o filho amado;
—Por olvidar, volvendo a sua historia—
Corre á mente do infliz doce memoria;
Corre á luz d'um olhar o olhar buscado: