Tudo isto lhe vai cobrir o detestavel vestido.
O sentimento é o misterioso, o escuro, o vago:
A inteligencia, o claro, o preciso, o definido.
Para combinar estes dous termos, quanta dificuldade e, o que é piór, quanto perdido!
Mas ao menos a idea, sendo ja tão má, pode, ainda assim, existir denudada: mas a forma! a forma! não só é clara, precisa, mas, mais que tudo, é vestido.
Procuremos pois ao sentimento, pelo menos, vestidura que o não tolha, que lhe não encubra as belezas, que o deixe senhor de si; finalmente, vestido que lhe vá bem, e esse só pode ser um—Escolhamos:
* * * * *
Aí temos pois o sentimento reduzido a idea, á procura de forma.
Vejamos as transformações por que passou para, em vista d'elas, lhe escolhermos uma propria.
A inteligencia, tomando conhecimento do sentimento, caminhou gradualmente; primeiro um lado, depois outro; agora esta face e logo aquela: assim se foi a idea desenhando até que juntas essas partes se formou um todo, a unidade.