Este deixou como assustado a immobilidade em que estava, olhou novamente com ineffavel languidez para o norte, e entrou na sala.

—Que tens tu, meu filho? perguntou-lhe com ternura D. Joanna, correndo-lhe a mão pela cara.

—Não tenho nada, respondeu Angelo.

—O que fazias na varanda?

—Nada; estava a vêr o sol.

—Vamos, senta-te aqui, e toma chocolate comnosco.

—Não me appetece.

—Mas o que é isso? O que te falta? Não te quero eu como se fôra tua mãe?

O menino não respondeu; arrasaram-se-lhe os olhos de lagrimas, e os de D. Joanna tambem.

—Olha, accrescentou esta, não vás outra vez para a varanda que te faz mal o sol; vae antes um bocado até ao escriptorio, não para trabalhar, mas para vêr se te distrahes com os teus companheiros.