Tendo-se o auctor feito conhecer por algumas poesias liberaes, muitos perguntarão talvez a rasão por que não deu no seu livro mais latitude á ultima parte.

Essa razão foi unicamente a de não querer fazer um livro exclusivamente didactico, e por que as poesias que publicou e que entravam no plano do seu livro lhes restringiram o espaço.

Alem d'isso porque tambem, as luctas religiosas da Allemanha, os eternos combates entre a Egreja e o Estado lhe haviam feito conceber o plano do Antichristo, onde mais latamente poderia desenvolver algumas theorias e tratar questões do mundo politico e religioso.

Quanto a esta obra, seja qual fôr o logar que a Critica lhe faça occupar, ella não é mais do que a primeira pedra d'um edificio que existe todo construido na imaginação do auctor.

Mas por muito insignificante que ella seja, elle recorda a todos que se teem visto n'uma sociedade esterelisadora, em lucta continua com um ideal novo e grande, como Jacob toda a noute com o anjo, que o seu desejo constante foi sempre fugir do exagero e do mau gosto.

Se nem sempre o conseguiu, ainda assim os justos, e os fortes, pela sua vontade, o saberão apreciar.

*ERRATAS NECESSARIAS*[5]

O leitor curioso póde, para mais facilidade na leitura, fazer estas emendas na margem do livro.

Na poesia Lisboa, 5.^a estrophe, 3.^o verso, leia-se em vez de prisões, procissões.

N'aquelle Sabio, 2.^a estrophe, 1.^o verso, leia-se: Tem assim ares d'empyrico.