A Egreja vê em tudo as tuas chagas;
E ha muito tempo já que o mundo esmagas,
E te embriaga o sangue da Paixão!
III
*A Cidade*
Em vão busco na velha e hostil Cidade,
Beata amante, de gangrenas cheia,
As dispersas raizes da Verdade,
—Como uma flor n'um pateo de cadeia.
Quando, alta noute, D. Juan passeia,
Ella põe-lhe em leilão a mocidade,
Tratada com a mystica anciedade
Com que um sabio cultiva a flor da Idea.
Mas, comtudo ninguem receia tanto
O aspero Deus, e o lenho sacrosanto
Da dorida tragedia do Calvario!
E, ó D. Juan, ás luzes das estrellas,
Tu bem sabes se encontras nas viellas
Mais de uma vez, perdido algum rosario!…
IV
*O Inimigo*
Á genoux! Je suis Pan!
(Victor Hugo)