Não se conhece (se é que existiu) parentesco da familia do Poeta com os donos da quinta dos Azulejos (ou do Principe). Pelo lado Castilho não seria de certo. A ter existido, deve ter provindo da familia materna, que era de Lisboa e seus arredores, ao passo que a do Doutor José Feliciano de Castilho era de Coimbra, Aveiro, S. Lourenço, e Bairrada. Sem haver consanguinidade, bem pode ser que as duas familias, que parece eram bastante intimas, se tratassem por parentas, a principio por gracejo, depois por costume. Não sabemos dizer quem hoje representa a familia de Amalia.
Pag. 21, lin. 33—Thomaz dos passarinhos
Thomaz dos passarinhos é o personagem de um dos contos do fallecido e talentoso Rodrigo Paganino no seu lindo livro Contos do tio Joaquim, livro que muito agradou a Castilho, e que elle ouviu com gosto ler umas poucas de vezes.
Pag. 25, lin. 3—O Paço do Lumiar a uma legua de Lisboa
«Estou dictando a uma legua de distancia»—dizia Castilho e bem. A Chave do Enigma foi escripta na casa que o poeta habitava, na rua Nova de S. Francisco de Paula, n.os 25, 27 e 29. D'esta casa apenas existe hoje menos de metade.
Pag. 27, lin. 11—José Peixoto do Valle
Era o nome d'esse abalisado professor no Geral do Cunhal das Bolas. Coube-lhe a gloria de mestre de Castilho; este mencionou-o mais de uma vez em varios livros.[{157}]
Pag. 30, lin. 8—Cemiterio de honra
Castilho propoz e advogou a creação de um cemiterio de honra para mortos celebres e benemeritos da Patria. Não os queria encerrados n'um Pantheon; queria-os n'um vasto jardim cheio de sombras, zumbidos, e vozes de passaros, á sombra da Cruz. Nas notas do seu Camões tratou largamente o assumpto. Não foi ouvido.
Pag. 30, lin. 9—Bustos de homens notaveis