Castilho propoz mais de uma vez que nos passeios publicos se collocassem bustos de Portuguezes notaveis.
Pag. 30, lin. 14—Camões
Em 1836 propoz Castilho, na assemblêa geral da Sociedade dos Amigos das Lettras, em Lisboa, se buscassem os ossos de Camões, e se lhes prestasse homenagem nacional, solemne e publica, segundo o programma que apresentou. Procurou os ossos, e achou-os, dirigindo uma Commissão especial nomeada expressamente pela mesma Sociedade. A nova Commissão de 1854 discordou da argumentação de Castilho, e deu outros ossos como sendo os do Epico. Entretanto Castilho conservou sempre a convicção de que o seu raciocinio na busca era o verdadeiro.
Castilho tinha a maior ufania e satisfação em escutar á sua consciencia dizer-lhe que em 1836 tinha elle procurado (e achado) na egreja de Sant'Anna os restos mortaes de Camões. Sobre todo esse complicado assumpto pode ler-se o que se trata detidamente nas Memorias de Castilho, Livro III, no Instituto de Coimbra. Não fizeram caso dos argumentos, e levaram para os Jeronymos uns ossos quaesquer. Consulte-se o consciencioso livro do illustrado sr. Padre Sebastião de Almeida Viegas A verdade acerca dos ossos de Luiz de Camões.
Pag. 36, lin. 7—Palacio do Arco de Almedina
A casa do Arco de Almedina, em Coimbra, ainda hoje é denominada dos Castilhos pela ter habitado esta familia muitos annos. A vista do pateo foi reproduzida no volume antecedente a este.[{158}]
Pag. 36, lin. 22—Maria Telles
Julgava Castilho, com muitos seus contemporaneos, que o tristissimo caso do assassinio da infeliz D. Maria Telles se tinha dado no casarão velho, ou Torre, junto ao Arco de Almedina. Era engano; sabe-se hoje que não foi ahi.
Pag. 37, lin. 14—A educanda
O nome adoptado pela educanda, Maria da Expectação Silva e Carvalho, não era o que usava, mas tinha forma symbolica. Maria era com effeito o seu nome proprio. A Expectação allude á expectativa, em que ella se achava, de ser, ou não, correspondida pelo Poeta. Silva e Carvalho eram appellidos da Casa de seu pae; Francisco da Silva Coimbra de Carvalho, Cavalleiro professo na Ordem de Christo, Fidalgo da Casa Real, casado na freguezia das Mercês a 27 de Outubro de 1785 com D. Maria Fortunata Agostinha de Portugal, nascida em 12 de Outubro de 1766 na freguezia dos Anjos. O nome exacto da incognita era D. Maria Isabel de Baêna Coimbra Portugal.