Primeiro descançar, sinta regadas

Pelos olhos do sócio as mudas cinzas.

Feliz quem n’um só fogo arde constante;

Feliz, mas raro como os negros cisnes!

E ha loucos, e ha perversos, que ante as aras

Jurem guardar uma constancia eterna?

Cegos, que a natureza desconhecem,

Ou zombão d’ella escarnecendo os votos.

Jurão-se amar sem fim, e ou tarde ou cedo,

Sem fim, e sem remorsos se detestão!