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E ás boccas esfaimadas Atiras Tu uma dura pedra!…
E sobre as linguas sequiosas Gottejas Tu, risonha de escarneo, o fel amargo de Tuas ingratidões!…
E nas faces de fome pallidas, que enrubeceram pelo Teu desamor, Tu Mandaste dar por Estrangeiros muita bofetada!…
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*III*
Em silencio temos por cá pranteado os males de nossa patria: temos devorado as lagrimas: e sem nenhum murmurio elevado temos a Deos o nosso pensamento: e sobre seus altares temos por holocausto offerecido as magoas de nosso coração, por supplicar-lhe que affaste de nossa Patria o seu rigor, tão justo, mas tão pungente.
Com resignação christã soffrido temos em nossos irmãos todo esse rigor da justiça divina por mãos dos homens, irmãos nossos, infligido.
Com Fé de Portuguezes temos esperado que a misericordia divina transforme os nossos males em venturas.
É com dor, mais que acerba, que bem vemos não se applacar a justa ira do
Senhor!