ao mui distincto Presidente do Tribunal do Thesoiro;
ao sabio ex-Ministro da Fazenda, o sr. Franzini;
ao exemplar de Governadores Civis, o sr. José Silvestre Ribeiro, etc., etc., etc.
......não é premio vil ser conhecido
por um pregão do ninho seu paterno.
I
Carta ao Redactor da Revista Universal Lisbonense
Ill.ᵐᵒ collega e amicissimo snr. Ribeiro de Sá.
Lisboa 6 de Março de 1849.
Se a reconhecida modestia de V. S.ᵃ se oppozesse a que estas poucas linhas fossem incluidas na sua Revista, ficaria eu perante o Publico insanavelmente condemnado pelo mais vil de todos os ingratos; pois desde que V. S. se encarregou de tal redacção, com geral e manifesto proveito, até hoje ainda não perdeu a minima occasião de provar a sua extremada benevolencia, a sua devoção, o seu (¿ousarei dizel-o?) fanatismo de amisade para comigo.
Honrando me, como V. S. o tem feito, V. S. se tem sobretudo engrandecido a si mesmo. Exemplos de tão alta generosidade em tempos de egoismo tão profundo; linguagem tão do coração, quando a maledicencia se tornou moda, e se pavoneia como donaire; fidelidade assim para com a amisade velha, em terra onde as novas mesmo são apenas respeitadas; pagar todo o pouco louvor que se deve, ajuntando-lhe com alegria o que nunca chegará a ser merecido, mas que nem por isso deixará de produzir mui fecundos estimulos para o bem; e, para remate de singularidade, fazer tudo isto longamente, e com inalteravel constancia, a um homem desterrado pela fortuna para além-mar por anno e dia, que vale o mesmo que dizer, a um morto e enterrado sem cipreste nem epitaphio... eis aqui o que a V. S. o torna unico em merito, e unico a mim tambem em felicidade.