o arcano me aclarae lá d'essas regiões.
¡Oh! ¡se á minha razão, contradictoria, altiva,
que ás trevas sente horror, e á clara Fé se esquiva,
de vós, faroes do Ceo, baixasse a crença viva,
que aos moradores do ermo inspira a vossa luz!...
¡se me volvesseis as ditosas
esp'ranças que hei perdido, alvas, ethereas rosas,
com que se enfeita e esconde a Cruz!...
Tornar-se-me-hiam de improviso
a solidão, em paraizo;
a magua, em perenne sorriso;
em alto cantico, a mudez;
a mallograda lyra, o não colhido loiro,
em harpa augusta, em palmas d'oiro;
e o monte, solio então, veria o mundo aos pés.
Delirios sempre vãos, fugi de um peito enfermo;
tu, só tu, negra morte, has-de ao meu mal pôr termo;
ermo para ambições, é inferno, e não ermo;
para a humilde piedade é que elle espelha o Ceo.