Ha hi prazer tão puro, que parece

Haver anjos dos céos com seos acordes

A misera existencia acalentado!

IV.

Socia do forasteiro, tu, saudade,

N’esta hora os teos espinhos mais pungentes

Cravas no coração do que anda errante.

Só elle, o peregrino, onde acolher-se,

Não tem tugurio seo, nem pae, nem ’sposa,

Ninguem que o espere com sorrir nos labios