Acenando-me infausta?—quando vinda
Minha hora já sentia, em que os meus labios,
Tremendo de vergonha, soluçassem
Ao f’liz com que eu na rua deparasse,
De mãos erguidas: Meo Senhor, piedade!
Eis porque soffro assim, porque assim gemo,
Porque meo rosto pallido se encova,
Porque sómente a dôr me ri nos labios,
Porque meo coração já todo é cinzas.
Menti, Senhor, menti!—porque te adoro.