ESPERA!
Quem ha no mundo que afflicções não passe,
Que dores não supporte?
Mais ou menos d’angustias cabe a todos,
A todos cabe a morte.
A vida é um o negro d’amarguras
E de longo soffrer;
Simelha a noite; mas fagueiros sonhos
Podem de noite haver.
Quem ha no mundo que afflicções não passe,
Que dores não supporte?
Mais ou menos d’angustias cabe a todos,
A todos cabe a morte.
A vida é um o negro d’amarguras
E de longo soffrer;
Simelha a noite; mas fagueiros sonhos
Podem de noite haver.