Arço de ver nossas coizas

Hirem todas ao revez,

Arço de ver nossa gente

Andar comnosco ao envez.

Mercê de Deos! minha vida

He vida de muita dura!

Vivo esquecido dos vivos

Na terra da desventura;

Vivo escrevendo e penando

N’um canto de cella escura.