No seo deserto perfumando os ventos.
—Eu morrêra feliz, dizia eu d’alma,
Se podesse enxertar uma esperança
N’aquella alma tão pura e tão formosa,
E um alegre sorrir nos labios della.
A fugaz borboleta as flôres todas
Elege, e liba e uma e outra, e foge
Sempre em novos amores enlevada;
N’este meo paraiso fui como ella,
Inconstante vagando em mar de amores.