Como infante glotão, que se não senta

Á mesa de seos paes.

Dá, meo Deos, que eu possa amar,

Dá que eu sinta uma paixão,

Torna-me virgem minha alma,

E virgem meo coração.

Um dia, em qu’eu sentei-me junto della,

Sua voz murmurou nos meos ouvidos,

—Eu te amo!—Ó anjo, que não possa eu crer-te!

Ella, certo, não é mulher que vive