Sorvendo meos ouvidos,—nos teos olhos

Lendo os meos olhos tanto amor, que a vida

Longa, bem longa, não bastára ainda

Porque de os ver me saciasse!... O pranto

Então dos olhos meos corre espontaneo,

Que não mais te verei.—Em tal pensando

De martyrios calar sinto em meo peito

Tão grande plenitude, que a minha alma

Sente amargo prazer de quanto soffre.