É esta a hora magica de encantos,
Hora d’inspirações dos céos descidas,
Que em delirio de amor aos céos remontão.
Aqui da vida as lastimas infindas,
Do myrrado egoismo a voz ruidosa
Não chegão; nem soluços, risos, festas,
—Hilaridade vã de turba incauta,
Nescia de ruim futuro; ou queixa amarga
Do decrepito velho, enfermo, exangue,
Nem do mancebo os ais doídos, preso