Senhora aos aflitos! Martyr Sao Sebastiao! Ouvi os nossos gritos! Deus nos leve pla mao! Bamos em paz!
Ó lanchas, Deus vos leve pela mão!
Ide em paz!
Ainda lá vejo o Zé da Clara, os Remelgados,
O Jéques, o Pardal, na Nam te perdes,
E das vagas, aos rythmos cadenciados,
As lanchas vão traçando, á flor das agoas verdes:
«As armas e os barões assignalados…»
Lá sae a derradeira!
Ainda agarra as que vão na dianteira…
Como ella corre! com que força o vento a impelle:
Bamos com Deus!
Lanchas, ide com Deus! ide e voltae com elle
Por esse mar de Christo…
Adeus! adeus! adeus!
3
Georges! anda ver meu pàiz de romarias
E procissões!
Olha essas moças, olha estas Marias!
Caramba! dá-lhes beliscões!
Os corpos d'ellas, ve! são ourivezarias,
Gula e luxuria dos Maneis!
Têm nas orelhas grossas arrecadas,
Nas mãos (com luvas) trinta moedas, em anneis,
Ao pescoço serpentes de cordões,
E sobre os seios entre cruzes, como espadas,
Além dos seus, mais trinta coraçoes!
Vá! Georges, faze-te Manel! viola ao peito,
Toca a bailar!
Dá-lhes beijos, aperta-as contra o peito,
Que hão de gostar!