—Ó hora em que passam moças e meninas
Que, em tardes de Maio, vão às Ursulinas,
Com rozas nos seios e um livro na mão…
—Ó sol! ó sol! Tragico, afflicto, doido, venho
A tua saude erguer a minha taça ardente!
Meus grandes olhos são dois bebedos, e tenho
Dlirium-tremens já, Sir Falstaff do Poente!
—Eu amo os poentes, mas sem agonias,
Ó poentes de França! não vos amo, não!
—Adeus, ó sol! chegou a Noite na fragata,
A tua porta os marinheiros vão bater:
Lá vejo os astros por seus calices de prata,
Na Taverna do Occaso, a beber, a beber…
Ó céus phtysicos, cuspindo em bacias!
Ó céus como escarros, às Ave-Marias!
Ó poentes de França! não vos amo, não!
Pariz, 1891.
*Pobre Tysica*!
Quando ella passa á minha porta,
Magra, livida, quazi morta,
E vae até á beira-mar,
Labios brancos, olhos pizados:
Meu coração dobra a finados,
Meu coração poe-se a chorar…
Perpassa leve como a folha,
E suspirando, ás vezes, olha
Para as gaivotas, para o Ar:
E, assim, as suas pupillas negras
Parecem duas toutinegras,
Tentando as azas para voar!
Veste um habito cor de leite,
Saiinha liza, sem enfeite,
Boina maruja, toda luar:
Por isso, mal na praia alveja,
As mais suspiram com inveja:
«Noiva feliz, que vaes cazar…»