Perdidas pela sala e desatadas,
Encontrei-as, as pobres, requeimadas,
Ainda cheias desse teu encanto!
Mas lá 'stão inquietas e viçosas,
As que olharam teus seios vergonhosas…
Reviveram nas aguas do meu pranto.
1916
+A minha alma já morreu…+
Eu não te disse, Amôr? Minh'alma já morreu
Cançada de esperar teus olhos num anceio!
Cançada de rezar baixinho o nome teu.
A noite era tão linda! E o teu olhar não veio!
E o teu olhar não trouxe a sombra dum carinho
Á minha pobre alma exausta de sofrer!
Luar! Tanto Luar havia no caminho…
E a luz do teu olhar não quiz vê-la morrer!
O teu olhar matou-a! E não quizeste vir
Trazer-lhe uma grinalda branca do teu rir.
Ao menos murmurar baixinho uma oração!
Amor, sempre julguei que as tuas mãos pequenas,
Branquinhas como duas açucenas,
Viessem ageitar minh'alma no caixão!
1917
+Vendida+