MARIA baixou a fronte; e a meia voz:
Perdôa-me, Senhora...
CLAUDIA
O que fizeste
Da altivez soberana e do teu odio?
MARIA
Perdôa-me, senhora. Quem se humilha,
É porque tudo esquece, e quem supplíca
O perdão d'uma offensa, tem direito
A ser ouvida...
CLAUDIA encostando-se á meza, e esmagando Maria com a imponencia da sua figura:
Apraz-me isso que dizes.
Tu propria te encarregas de vingar-me.
Optimamente!—O que é que tu me queres?
MARIA com meiguice:
Nunca viste, depois da tempestade,
Quando vem a bonança,
Resplandecer de luz na immensidade
O Arco da Alliança?
Pois que venha, senhora, em tal momento,
Um meigo olhar bondoso
Alegrar do teu rosto o firmamento
Como o divino traço luminoso.