JUDAS trémulo:
E caír sobre mim co'o azorrague em punho!
MARIA terrivelmente:
Emquanto não voltar, os olhos do covarde
Hão de vêl-o assim como hontem o vi á tarde:
Co'o respirar opprésso, o corpo no madeiro,
Nas angustias da morte, a olhar-te, justiceiro!
JUDAS caminhando d'um para outro lado, desvairado:
Não pode ser, não creio...
MARIA perseguindo-o:
Ha de falar-te, Judas,
Á tua consciencia abjecta!
JUDAS tentando occultar o rosto:
Não me illudas,
Que eu nada vejo!