—Ó hominho. Essa burra que caíu ao rio era sua? Ella era maluca por força!

O Antonio Fogueira respondeu-lhe de um modo abstracto, com uma navalha aberta na mão:

—É o demonio que a leve!... Se a pilhasse, abria-lhe a barriga de cima a baixo, com esta!

Depois, lançando um olhar indagador para os dois lados do rio, perguntou:

—Mas vocemecê viu-a? Onde diabo caíu ella?

—Olhe!...—apontou para os rochedos que estavam mais abaixo.

O Fogueira aproximou-se vagarosamente do logar designado. Uns lavradores e umas raparigas, que, ali perto, andavam no trabalho, perguntaram-lhe igualmente:

—Você é dono da burra que ahi caíu?

E à affirmativa do troquilha esclareceram: