—E onde é o ninho?—indagou o dono do cabrito e do carro.
—Arreguilal-o—respondeu arregaçando a palpebra inferior do olho esquerdo. Querias saber; mas não chuchas. É n’um sitio...
—Vamos lá ver?
—E das-me o carro?
—Dou; mas tu has de me deixar tocar o sino no dia da festa, e das-me o ninho.
—Pois sim, então dá p’ra cá o carro. Amanhã não ha studo e então vamos tirar os melrinhos, que já são grandes!
—Eu quero hoje o ninho...—exigiu o Tone.
—Hoje vou p’ro studo, não posso!—desculpou-se o Zé, visivelmente infeliz.
—Não vás hoje ao mestre. Isso de studo não presta!—aconselhou o Tone desdenhoso.
—Ai, elle é o não vás hoje. E o meu pae? Não, que o meu pae, depois, bate-me.