Uma voz de dentro da casa respondeu:

—Não posso lá ir. Estou a arranjar a lavagem. Não ouve o pórco?

—Tem piedade de mim, moça—exhorou o padre João. Tenho esta bocca como um pau velho.

—Tambem, está sempre com seccuras!

Mas a rapariga compadeceu-se. Primeiro que tractasse do porco foi á adega, trouxe uma infusa de vinho, collocou-a desceremoniosamente no chão, juncto do amo que disse:

—Deus t’o pague mulher! Deus t’o pague! Se não fosse isto, nem hoje podia dar lições.

Com sorriso beatifico, pegou na infusa, repimpou-se na cadeira e começou glou, glou, glou... até um final de saciedade, que consistiu n’um prolongado ahhh!...

A creada, voltando com a lavagem, disse: