Este, que ainda o não conhecia, recebeo-o com affabilidade.
—Queira sentar-se,—disse-lhe,—e dizer-nos o motivo por que nos faz a honra de procurar.
—Obrigado!—disse o recemchegado, depois de cumprimentar respeitosamente Henrique e Malvina.—Vª. Sª. sem duvida é o senhor Leoncio?...
—Para o servir.
—Muito bem!... é com Vª. S.ª, que tenho de tratar na falta do senhor seo pae. O meo negocio é simples, e julgo que o posso declarar em presença aqui do senhor e da senhora, que me parecem ser pessoas de casa.
—Sem duvida! entre nós não há segredo, nem reservas.
—Eis aqui ao que vim, senhor meo,—disse Miguel, tirando da algibeira de seo largo sobretudo uma carteira, que apresentou a Leoncio;—faça o favor de abrir esta carteira; aqui encontrará Vª. Sª. a quantia exigida pelo senhor seo pae, para a liberdade de uma escrava desta casa por nome Isaura.
Leoncio enfiou, e tomando machinalmente a carteira, ficou alguns instantes com os olhos pregados no teto.
—Pelo que vejo,—disse por fim,—o senhor deve ser o pae.... aquelle que dizem ser o pae da dita escrava;...—é o senhor....—não me lembra o nome....
—Miguel, um criado de Vª. Sª.