SS. MM. foram muito acclamadas na estação do Rocio.

(Dos jornaes).

—Peço desculpa a V.ª Ex.ª mas como tenho umas continhas...

—Pois sim; mas eu já lhe disse que antes do fim do mez não posso pagar-lhe.

—É verdade que disse; mas como V. Ex.ª agora tem dinheiro...

—Qual dinheiro, nem qual carapuça! O sr. imagina que me morreu algum tio no Brazil, que apanhei a sorte grande, ou que levei alguma banca á gloria?

—Não senhor; não imagino nada d'isso. Mas como V. Ex.ª foi encarregado do vivorio, acho que pode muito bem regular já as nossas contas, para eu me não ver envergonhado com os meus credores.

—O sr. está doido, com certeza! Imagina talvez que se paga aquelle serviço á larga, pelo menos{34} com certa generosidade, como seria justo que se fizesse?...

—Como isso é feito, não sei eu; o que eu sei é que ao pé de mim estava um sujeito todo bem posto, de cartola, que deu apenas dois vivas, e abalou muito risonho esfregando as mãos, e a dizer para o companheiro:—já cá cantam dois mil réis. E toda a gente dizia por alli que V. Ex.ª tinha recebido um conto e duzentos mil réis para dirigir aquella manobra.

—Sim, senhor, para dirigir aquella manobra... e para pagar áquella gente. Imagina que se dão vivas de graça? Pois engana-se redondamente. Quem menos ganha, é quem mais grita, e ha menino que recebe as massas e fica mudo como um peixe.

—Mas V. Ex.ª bem vê que eu já tenho esperado muito, e, se o importuno agora, é porque me parece a occasião favoravel.