CREPUSCULAR
Ha no ambiente um murmurio de queixume,
De desejos de amor, d'ais comprimidos…
Uma ternura esparsa de balidos,
Sente-se esmorecer como um perfume.
As madre-silvas murcham nos silvados
E o arôma que exhalam pelo espaço,
Tem delíquios de gôso e de cansaço
Nervosos, femininos, delìcados.
Sentem-se espasmos, agonias d'ave,
Inaprehensiveis, minimas, serênas…
—Tenho entre as mãos as tuas mãos pequenas.
O meu olhar no teu olhar suave.
As tuas mãos tão brancas d'anemia…
Os teus olhos tão meigos de tristeza…
—É este enlanguescer da natureza,
Este vago sofrer do fim do dia.
Se andava no jardim,
Que cheiro de jasmím!
Tão branca do luar!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Eis tenho-a junto a mim.
Vencida, é minha, emfim,
Após tanto a sonhar…
Porque entristeço assim?…
Não era ella, mas sim
(O que eu quiz abraçar),