A hora do jardim…
O aroma de jasmim…
A onda do luar…
Depois das bodas de oiro,
Da hora promettida,
Não seí que mau agoiro
Me ennoiteceu a vida…
Temo de regressar…
E mata-me a saudade…
—Mas de me recordar
Não sei que dôr me invade.
Nem quero prosseguir,
Trilhar novos caminhos,
Meus pobres pés, dorir,
Já roxos dos espinhos.
Nem ficar… e morrer…
Perder-te, imagem vaga…
Cessar… Não mais te vêr…
Como uma luz se apaga…
O meu coração desce,
Um balão apagado…
—Melhor fôra que ardesse,
Nas trevas, incendiado.
Na bruma fastidienta,
Como um caixão á cova…
—Porque antes não rebenta
De dôr violenta e nova?!
Que apêgo ainda o sustem?
Atomo miserando…
—Se o esmagasse o trem
D'um comboio arquejando!…
O inane, vil despojo
Da alma egoista e fraca!
Trouxesse-o o mar de rojo
Levasse-o na ressaca.
Chorae arcadas
Do víôloncello!
Convulsionadas,
Pontes aladas
De pesadelo…