De que esvoaçam,
Brancos, os arcos…
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio, os barcos.
Fundas, soluçam
Caudaes de chôro…
Que ruinas, (ouçam)!
Se se debruçam,
Que sorvedouro!…
Trémulos astros…
Soidões lacustres…
—Lemes e mastros…
E os alabastros
Dos balaustres!
Urnas quebradas!
Blocos de gelo…
—Chorae arcadas,
Despedaçadas,
Do viôloncello.
AO LONGE OS BARCOS DE FLORES
Só, incessante, um som de flauta chora,
Viuva, gracil, na escuridão tranquilla,
—Perdida voz que de entre as maís se exila,
—Festões de som dissimulando a hora.
Na orgia, ao longe, que em clarões scintilla
E os labios, branca, do carmim desflora…
Só, incessante, um som de flauta chora,
Viuva, gracil, na escuridão tranquilla.
E a orchestra? E os beijos? Tudo a noite, fora,
Cauta, detem. Só modulada trila
A flauta flebil… Quem ha-de remil-a?
Quem sabe a dôr que sem razão deplora?
Só, incessante, um som de flauta chora…