De sob o cómoro quadrangular
Da terra fresca que me ha-de inhumar,
E depois de já muito ter chovido,
Quando a herva alastrar com o olvido,
Ainda, amigo, o mesmo meu olhar
Ha-de ir humilde, atravessando o mar,
Envolver-te de preito enternecido,
Como o de um pobre cão agradecido.
Voz debil que passas,
Que humilima gemes
Não sei que desgraças…
Dir-se-hia que pedes.
Dir-se-hia que tremes,
Unida ás paredes,
Se vens, ás escuras,
Confiar-me ao ouvido
Não sei que amarguras…
Suspiras ou fallas?
Porque é o gemido,
O sopro que exhalas?
Dir-se-hia que rezas.
Murmuras baixinho
Não sei que tristezas…
—Ser teu companheiro?
Não sei o caminho.
Eu sou estrangeiro.