—Mas, se vais para casa, passa pelos Pombaes e dá parte ao padre Rocha que preciso fallar-lhe hoje á noite ou ámanhã cêdo.
O padre Rocha preferiu vir de manhã, antes dos transportes civicos do tenente-coronel. Repugnava-lhe o ebrio e professava uma sincera compaixão pelo homem.
Pouco depois do sol nado, o capellão de D. Andreza estava em Quadros com um grande interesse. Queria salvar o visinho d'uma ratoeira armada ao seu dinheiro, ou convencer-se de que realmente o principe proscripto estava no concelho da Povoa de Lanhoso.
Chegára um pouco tarde. O Cerveira Lobo já tinha matado o bicho copiosamente, um bicho muito antigo, invulneravel, que não se afogava em pouca genebra.
—Não ha duvida, padre Rocha! Cá está o homem!—exclamou o fidalgo.
—Máo!—disse comsigo o padre, quando lhe apanhou em cheio as inhalações alcoolicas do bafo.—Então é certo, snr. tenente-coronel?
—Se me quer chamar o que eu sou, amigo padre Rocha, chame-me general a conde. Veja.
—Oh! sim? muitos parabens, snr. conde, muitos parabens! Quanto folgo!—e lia o sobrescripto.
—Póde abrir e leia alto.
—Muito boa fórma de lettra, sim senhor... É do proprio punho do snr. D. Miguel?