—Pois sim, traga o rei de copas, e não será máo que ponha em guarda tambem o az do mesmo naipe.

—Dá-se-lhe já duas biqueiras n'este padreca, ó meu sargento!—propoz o 24.

—Deixa vêr se a coisa se arranja sem biqueiras. Ande lá, snr. abbade, vamos á genebra, á adega. Mêxa-se.

—A genebra está cá em cima—observou o abbade um pouco enfiado.

—Mande-a ir p'r'a baixo, que é mais fresco. Mêxa-se, mêxa-se que temos pressa. Abra a porta da adega.

—Sim, snr., abro tudo o que vocemecê quizer—resoluto, com um ar ironico de condescendencia, sem receio.—Os senhores tem coisas! Onde diabo procuram o snr. D. Miguel!—E descia, pedindo a chave á Senhorinha.

A creada demorava-se a procural-a, a fingir; e o sargento:

—Se se demora, ó santinha, vai dentro a porta! Ó 24, vai buscar um machado que eu ali vi na cozinha. Salta um machado!

—Não é preciso, camarada—acudiu o abbade.—Aqui está a chave. Eu abro. Entrem, procurem á vontade.

O sargento parou á porta a familiarisar-se com a escassa luz da adega:—Ó padre! isto aqui é que é a sala do throno? ou é o subterraneo da inquisição? Mande lá accender uma candeia, se não tem um archote.