—Diz bem; mas sempre é bom a gente gastar menos do que lhe rende o negocio.

—Concordo; mas acho justo que se engrandeça a gente tanto quanto é possivel.

—Pois a tal respeito fallaremos mais devagar. Agora é necessario que tratemos da nossa união. Eu estou disposto a casar com a menina, já que sympathisamos um com outro, segundo me disse minha irmã. A menina faz-lhe conta casar comigo?

—Acha-me digna de si?

—Eu que lhe pergunto se quer casar é porque sympathiso com a menina.

—Sabe que eu não sou rica?

—Sei que não tem nada de seu. Conheci muito bem seu pae, que era negociante, e quebrou com honra. Eu não lhe pergunto se é rica. Rico sou eu, e tenho de sobra para que nos não falte nada. O que eu quero é quem governe a minha casa, e herde os meus bens por minha vontade, porque o que tenho não quero que vá parar a sobrinhos. Se lhe serve, o que ha de fazer-se ao tarde faça-se ao cedo. Não tenho mais nada a dizer-lhe; pense no negocio, e responda-me breve...

—Eu responderei...

—Está dito tudo. Dê cá recados á doente, e saiba que fico sendo seu amigo.