—E queres dar escandalo?
—Escandalo é ser pobre. Vejo-te hoje muito moralista.
—E tu pareces-me philosopha de mais.
—Que maneira de responder!
—É como a tua de perguntar... Não nos zanguemos, Rosinha. Sejamos boas amigas. Aconselha-me que me case, que é a maior prova que pódes dar-me da tua estima.
—Faz o que quizeres... és livre... Enganei-me comtigo... creei uma vibora no meu seio.
—Isso é d'uma novella que nós lêmos ha dias. Nada de arrufos... Vamos cear?
[CAPITULO XV]
RESPOSTA Á CARTA DO SENHOR ANTONIO JOSÉ DA SILVA