Maria Elisa, passada uma hora de lucta, dolorosa talvez, respondeu assim:

«Não tenho nada que esperar. Póde dar como resolvido o nosso casamento. Cumprirei a minha palavra, quando v. s.ª quizer. Eu recolho-me hoje mesmo ás orphãs.»

Depois, entrou no quarto de Elisa, com os olhos rasos de lagrimas, talvez as menos inteligiveis de todas as lagrimas de que tenho fallado:

—Rosa, acabo de decidir definitivamente o meu casamento. Cumprindo as tuas ordens, venho despedir-me de ti.

—Estimarei que sejas feliz.

—Devo considerar acabadas as nossas relações de amizade?

—Deves.

—Menos as da gratidão, porque te sou muito devedora.

—Dou-te paga e quitação d'essa divida. Não quero mesmo ser tua credora, porque me envergonho.

—E eu tambem... e cada vez mais. Hei de avaliar a dinheiro os teus favores, e darei á Sancta Casa da Misericordia esse dinheiro, por tua tenção.