—E o marido d'essa amiga da viuva... naturalmente é um perdido que lhes não póde valer de nada?...

—Esse homem morreu... ou ha todas as probabilidades para o julgar morto... Parece que o mataram, quando o prendiam por ladrão...

—Era ladrão? Oh diabo! então foi bem feito matarem-no!

—Roubára em Lisboa uns brilhantes que vendera a um judeu. O judeu perseguiu-o, e quando soube que sua mulher possuia algumas propriedades, de que fruia os rendimentos, provou o roubo, e penhorou-lh'as todas... A viuva do negociante, que o senhor conheceu, não lhe dava tempo a scismar nos seus infortunios; mas agora a situação d'ambas é desgraçadamente igual.

—E o seu procedimento?

—O mais exemplar. Maria Elisa vai retirar-se a um convento, e é natural que a outra viuva a acompanhe.

—Então o senhor que veio fazer a Paris?

—Vim tentar o ultimo esforço; mas inutilisei despezas e trabalho. Pedi que se indemnisasse a viuva da massa fallida; mas o tribunal do commercio não deferiu ao meu requerimento.

—Quando parte o senhor para o Porto?

—Ámanhã deixo Paris, e vou embarcar a Toulon.