—Eu não conheço esse homem.

—Tambem não é preciso, nem deve ter muita pena d'isso. É um homem como os outros, pouco mais ou menos.

Entrava o arcediago com os olhos espantados, e o queixo pávidamente descahido.

—Senhor compadre!—exclamou Anna—querem-me roubar!...

—Roubar!... Como se entende isto?!

—Deixe-a fallar—disse o escrivão.—É um mandado de penhora.

—Á ordem de quem?

—Do juiz de fóra.

—Mas quem é o credor?

—Senhor arcediago, não nos importune com as suas perguntas. Vá lá sabel-o, se quizer. Nós cumprimos a lei, e não temos obrigação de dar explicações a quantos passarem na rua.