—Não ha pergunta sem resposta... Venha de lá isso.
—Como se póde ser homem tão cruel?
—Como se póde ser mulher tão impertinente?—respondo, perguntando.
—Não tenho mais que te diga.
—Falla, se tens lá mais alguma pergunta de algibeira.
—Não tenho nenhuma; comtudo... se tens paciencia, has-de ouvir-me. Eu tenho filhos, de cujo patrimonio sou administradora.
—Já sei.
—Os meus filhos podem pedir-me contas d'esta administração.{139}
—Não digas mais nada, que eu já te matei a charada no ar. Queres dizer que eu gasto mais do que os rendimentos da tua meação. Dir-te-hei que não consinto que me lances em rosto a minha dependencia da tua fortuna. Isso é vil.
—Sou vil, é o que se segue; mas repara, Luiz, que te não lancei em rosto a tua dependencia.