—Pirata! O senhor está a zombar comigo?

—Não tenho mais que fazer! Chamei-o mesmo de proposito para zombar com o senhor! Ora vamos, quer ou não?

—E o senhor assegura-me que se enriquece em pouco tempo?

—Asseguro-lhe que nos fazemos n'um momento proprietarios da propriedade que outros adquiriram em muitos annos.

—E os contratempos?

—Os do mar?

—Não digo isso: a defeza que póde ser mais poderosa que o ataque...

—Ah! o meu amigo raciocina assim? Já vejo que me não serve... Até á paz geral, meu caro senhor. Segredo, ouviu?{149}

—Mas ouça, que eu não me deliberei ainda. Não me julgue algum miseravel poltrão. Quer o senhor entrar no meu quarto, e fallemos lá?

—Então, entre o senhor no meu, que é mais perto. Ceará comigo, e dormirá, se quizer, com a melhor das minhas escravas.{150}