—Eu sei cá, primo!… Se me casasse comtigo, tinha-te amor… Assim como casei com o meu marido, que hei de eu fazer agora?
—Matar-me!—disse com vehemencia Lopo, deixando cair os braços, e descendo ao chão os olhos amortiçados.
—Ai! que peccados os meus! exclamou Theodora—Eu não sei o que te hei de fazer, Lopo!
—Diz-me quando queres que eu parta para Lisboa—tornou elle gravemente.
—Então sempre queres ir, primo?
—Ámanhã, hoje, quando quizeres.
—E não te custa?
—E a ti não te custa que eu vá?
—Eu queria que fosses, a vêr se trazias para casa aquelle perdido.
—Irei, já t'o disse.